Notícia

Vacinação contra Hepatite e HPV começaram nesta segunda em Piraquara

Publicado em 02/09/2014 às 00:00

Nesta segunda, dia 1º de setembro, iniciaram as campanhas nacionais de vacinação contra a HPV e a Hepatite.

Hepatite

O Programa Nacional de Imunização está ampliando o Calendário Nacional de Vacinação, com a introdução da vacina Hepatite A. O município de Piraquara recebeu na segunda o primeiro lote da vacina, que está disponível em todas as Unidades de Saúde. Esta vacina deve ser aplicada em crianças de 12 meses até menores de dois anos (1 ano, 11 meses e 29 dias). A meta é aplicar em 95% das crianças nesta faixa etária.

A hepatite A é uma doença habitualmente benigna na infância e de incidência frequente e precoce nas populações que vivem em más condições de saneamento básico. Entretanto, em regiões que apresentam melhores condições de saneamento, estudos têm demonstrado que a incidência é maior em faixas etárias mais altas (adolescentes, adultos e idosos), sendo a infecção frequentemente sintomática e eventualmente grave.

A principal via de contágio é a fecal-oral, por contato inter-humano ou por meio de água e alimentos contaminados. A estabilidade do vírus no meio ambiente e a grande quantidade de vírus presente nas fezes das pessoas infectadas contribuem para sua transmissão. A disseminação está relacionada com a infraestrutura de saneamento básico e às condições de higiene.

Não há nenhum tratamento específico para a hepatite A e a recuperação dos sintomas após a infecção pode ser lenta e demorar várias semanas ou meses. A terapia visa à manutenção de conforto e equilíbrio nutricional adequado, incluindo a reposição de fluidos que são perdidos com vômitos e diarreia. Portanto, a principal e mais importante medida de prevenção é a vacinação.

Levem suas crianças à Unidade de Saúde mais próxima de sua residência e não esqueçam a caderneta de vacinação.

HPV

Também disponível em todas as UInidades de Saúde de Piraquara, a aplicação da 2ª dose da vacina HPV (Papilomavírus Humano) é para as adolescentes de 11 a 13 anos que fizeram a 1ª dose. Elas devem procurar a Unidade de Saúde mais próxima de sua residência com comprovante de vacinação para receber a vacina e agendar a 3ª dose que será feita cinco anos após a 1ª.

Devido à alta incidência e mortalidade, o câncer do colo do útero é um importante problema de saúde pública, especialmente nos países em desenvolvimento. Entre as estratégias de prevenção mais utilizadas, além da detecção precoce, estão a vacinação, o uso de preservativo e ações educativas. No Brasil, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais frequente entre mulheres, após o câncer de mama e de colo retal. O HPV é um vírus que apresenta mais de 150 genótipos diferentes, sendo 12 deles considerados oncogênicos pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC) e associados a neoplasias malignas do trato genital, enquanto os demais subtipos virais estão relacionados a verrugas genitais e cutâneas. Os tipos virais oncogênicos mais comuns são HPV 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero, enquanto os HPV 6 e 11 estão associados a até 90% das lesões anogenitais5. Outros tipos de câncer que podem estar associados ao HPV são de vagina, de vulva, de pênis, de ânus e de orofaringe.

A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual, que inclui contato oralgenital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Embora tenha baixa frequência, pode ocorrer infecção por sexo oral.

O Ministério da Saúde adotou Vacina papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante). A vacina tem maior evidência de proteção e indicação para pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. A vacina HPV é destinada exclusivamente à utilização preventiva e não tem efeito demonstrado ainda nas infecções pré-existentes ou na doença clínica estabelecida. Portanto, a vacina não tem uso terapêutico no tratamento do câncer do colo do útero, de lesões displásicas cervicais, vulvares e vaginais de alto grau ou de verrugas genitais. Cabe lembrar que vacinação é uma ferramenta de prevenção primária e também não substitui o rastreamento do câncer, pois a vacina não confere proteção contra todos os subtipos oncogênicos de HPV. Da mesma forma, a vacina não confere proteção contra outras doenças sexualmente transmissíveis e, por isso, a importância do uso do preservativo em todas as relações sexuais.

Prefeitura Municipal de Piraquara - PR